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Desaliento de María

Guto Motta

Desalento de Maria

É, eu não botei fé
Me deixaste só
Ficaste de pé
Me atiraste pó
E te foste assim, do nada
E eu, desesperada, fiquei sem entender

Por que me abraçaste uma vez mais?
Se a tua dó já não me satisfaz

Ficou a vontade
De gritar pro mundo
Que és um covarde
Me jogaste ao fundo
Da desilusão
De um querer crer que foi amor

Ora, por favor
Teus beijos efêmeros já não vão me ajudar
Esquece essa bobeira se queres ficar
Deixar pra lá
Recomeçar

Só vou te pedir que não me faças iludir-me
Com teus carinhos de adeus

Eu sei, me esquecerei algum dia
Construirei nova vida
Eu não dependo de nós pra ser feliz

Por ora fica esperança
Mas só enquanto as lembranças
Não desistirem
De insistir

Desaliento de María

É, no confié
Me dejaste sola
Te quedaste de pie
Me arrojaste polvo
Y te fuiste así, de la nada
Y yo, desesperada, me quedé sin entender

¿Por qué me abrazaste una vez más?
Si tu compasión ya no me satisface

Quedó la voluntad
De gritarle al mundo
Que eres un cobarde
Me arrojaste al fondo
De la desilusión
De un querer creer que fue amor

Por favor
Tus besos efímeros ya no me van a ayudar
Olvida esta tontería si quieres quedarte
Dejarlo atrás
Recomenzar

Solo te pediré que no me hagas ilusionarme
Con tus cariños de despedida

Sé que algún día te olvidaré
Construiré una nueva vida
No dependo de nosotros para ser feliz

Por ahora queda la esperanza
Pero solo mientras los recuerdos
No dejen de insistir

Escrita por: Guto Motta