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Platónico

Hágora

Platônico

As vezes me pergunto como um coração
Pode sofrer tanto por alguém que não
Diz muito entender mas tenta esconder

Fica subentendido aos olhos da razão
Aumenta as cicatrizes quando diz que não
Condenando os meus dias a serem iguais

Sem você, sem você

Eu preciso ter você comigo aqui
Mesmo estando perdido te encontro em mim
Os espaços mal preenchidos são os que me fazem crer
Que minhas letras são sobre você

As vezes quando tudo parece ir tão bem
Encontro algumas letras que me lembram alguém
E volto ao inicio pra me arrepender, de novo sem você

Sem você, sem você

E a cada verso novo
Sempre remeto há antigas linhas
Penso estar mudando
Mas na verdade o que me cura é escrever sobre você
Sobre a inocência que me ainda faz crer

Platónico

A veces me pregunto cómo un corazón
Puede sufrir tanto por alguien que no
Dice mucho entender pero intenta esconder

Queda subentendido a los ojos de la razón
Aumenta las cicatrices cuando dice que no
Condenando mis días a ser iguales

Sin ti, sin ti

Necesito tenerte conmigo aquí
Aunque esté perdido te encuentro en mí
Los espacios mal llenados son los que me hacen creer
Que mis letras son sobre ti

A veces cuando todo parece ir tan bien
Encuentro algunas letras que me recuerdan a alguien
Y vuelvo al inicio para arrepentirme, de nuevo sin ti

Sin ti, sin ti

Y en cada verso nuevo
Siempre remito a antiguas líneas
Pienso estar cambiando
Pero en realidad lo que me cura es escribir sobre ti
Sobre la inocencia que aún me hace creer

Escrita por: Bruno Gregório