Norma
Norma, por que você não larga a mão de ser tão normal?
Esquece esse mito de que negrito não casa com arial
Nessa vida tão regrada eu sei que cada um tem seu papel
Você anda alinhada e eu ao léo
Figura ilustrada, ilustre figura
Cheia de títulos e de escrituras
Te descrevo a minha desventura
Mas não preco a fé
De que num belo dia termine a tortura
Nada justifica essa ditadura
Quando você vai me notar no rodapé?
Eu sei que sempre perco o time
E quão comic são as minhas referências
Norma, até mesmo quem não se importa
Não suporta a sua ausência
Norma, de qualquer forma
De forma alguma
Ou seja, em suma
Cê sabe, eu sumo
Para nunca mais voltar
E pode ser impressão minha
Pode ser verdade
Você fala sozinha
Nas morre de vontade
De ter alguém pra te salvar
Salvar como eu
Norma
Norma, ¿por qué no dejas de ser tan normal?
Olvida ese mito de que el negro no combina con el arial
En esta vida tan estructurada sé que cada uno tiene su papel
Tú sigues las reglas y yo a la deriva
Figura ilustrada, ilustre figura
Llena de títulos y escrituras
Te describo mi desventura
Pero no pierdo la fe
De que algún día termine la tortura
Nada justifica esta dictadura
¿Cuándo vas a notarme en el pie de página?
Sé que siempre llego tarde
Y qué cómicas son mis referencias
Norma, incluso aquellos que no les importa
No soportan tu ausencia
Norma, de cualquier manera
De ninguna manera
O sea, en resumen
Sabes que desaparezco
Para no volver nunca más
Y puede ser solo mi impresión
Puede ser verdad
Hablas contigo misma
Y mueres de ganas
De tener a alguien que te salve
Salve como yo
Escrita por: Heitor Humberto