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Pasado Desvanecido

Heitor Branquinho

Passado Esvaído

E se eu chegasse ao teu ouvido
e dissesse tudo o que tenho vontade...
duvido que não queira
entregar-te aos meus braços.

E se com meus olhos
chego a despir-te inteira,
não encontrarás maneira
de fugir.

E nesse instante
abandonaremos as bobeiras,
deixaremos de besteira
e enlaçados como nó
lembraremos dos momentos esvaídos
que passaram em nossas vidas sem sentido,
em que cada um estava só.

E debocharemos do passado
que estava reservado
a nós dois.

Pasado Desvanecido

Y si llegara a tus oídos
y dijera todo lo que deseo...
dudo que no quieras
entregarte a mis brazos.

Y si con mis ojos
llego a desnudarte por completo,
no encontrarás manera
de escapar.

Y en ese instante
abandonaremos las tonterías,
dejaremos de tonterías
y abrazados como nudo
recordaremos los momentos desvanecidos
que pasaron en nuestras vidas sin sentido,
en los que cada uno estaba solo.

Y nos burlaremos del pasado
que estaba reservado
para nosotros dos.

Escrita por: Heitor Branquinho