395px

Retrovisor

Henrique Figueira

Retrovisor

O tempo não explica pra onde se leva a dor
E na memória as marcas escondem o Teu amor
Amor que me liberta de quem ainda sou
E me devolve o que um dia o passado aprisionou
Como será que Você me vê?

Onde será que estou pra Você?
Será que sabe o quanto já tentei?
E mais uma vez tentando eu falhei
Será que mora em algum lugar
Onde minha voz consiga alcançar?
Terá alguém que possa me encontrar
E mostre por onde eu devo caminhar?

A vida vai passando sem lhe avisar quem Sou
E no teu peito Eu vejo que o tempo silenciou
E nos cabelos brancos de quem já se cansou
Eu sigo do lado de fora da porta que me deixou

Como será que você me vê?
Onde será que estou pra você?
Será que sabe que te vi crescer?
E o tempo não pode me envelhecer
Em que lugar você me colocou?

Em uma estante ou no retrovisor?
Como dizer que não há ninguém
Se Eu me entreguei pra te fazer alguém?
A vida vai passando sem lhe avisar quem sou

Retrovisor

El tiempo no explica hacia dónde lleva el dolor
Y en la memoria las marcas esconden Tu amor
Amor que me libera de lo que aún soy
Y me devuelve lo que un día el pasado aprisionó
¿Cómo será que me ves?

¿Dónde estaré para ti?
¿Sabes cuánto he intentado?
Y una vez más, intentando, fallé
¿Estará en algún lugar
Donde mi voz pueda llegar?
¿Habrá alguien que pueda encontrarme
Y me muestre por dónde debo caminar?

La vida sigue pasando sin avisarme quién Soy
Y en tu pecho veo que el tiempo se ha callado
Y en los cabellos blancos de quien ya se cansó
Sigo afuera de la puerta que me dejaste

¿Cómo será que me ves?
¿Dónde estaré para ti?
¿Sabes que te vi crecer?
Y el tiempo no puede envejecerme
¿En qué lugar me pusiste?

¿En un estante o en el retrovisor?
¿Cómo decir que no hay nadie
Si me entregué para hacerte alguien?
La vida sigue pasando sin avisarme quién soy

Escrita por: Deise Jacinto