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Mesa 26

Hermes e Edson

Mesa 26

Deixei a minha cidade, tinha gente pra encontrar
Em Centenário do Sul, cidade orgulho do Paraná
Lá cheguei com três amigos, outros por lá conheci
E saímos no outro dia pra uma pescaria
No Rio Taquari

Levamos de Centenário várias mesas numeradas
À tardinha sempre voltam as equipes embarcadas
O povo então se ajunta para contar o que fez
Só que a mesa preferida pra falar da vida
É a vinte e seis

Adão, garçom
Traga logo uma cerveja
Aqui pra mesa 26
Porque lembrei
De uma paixão esquisita
Que em meu peito habita
E tanto mal me fez

Já faz mais de uma semana que estou no Taquari
Só que ainda não pesquei os peixes que têm aqui
Eu enrolo o meu linhote e recolho o meu anzol
Volto para o acampamento porque não agüento
O castigo do Sol

Chego no rancho cansado querendo encontrar o Adão
Ele é nosso cozinheiro e também o nosso garçom
Com a turma do barraco desafogo de uma vez
Então grito ao cozinheiro pra trazer bebida
À mesa 26

Mesa 26

Dejé mi ciudad, tenía gente que ver
En Centenario do Sul, ciudad orgullo de Paraná
Llegué allí con tres amigos, otros conocí por ahí
Y al día siguiente salimos a pescar
En el Río Taquari

Llevamos de Centenario varias mesas numeradas
Al atardecer siempre regresan los equipos embarcados
La gente se reúne para contar lo que hicieron
Pero la mesa favorita para hablar de la vida
Es la veintiséis

Adán, mesero
Trae pronto una cerveza
Aquí en la mesa 26
Porque recordé
Una pasión extraña
Que en mi pecho habita
Y tanto mal me hizo

Ya hace más de una semana que estoy en Taquari
Pero aún no he pescado los peces que hay aquí
Enredo mi sedal y recojo mi anzuelo
Vuelvo al campamento porque no aguanto
El castigo del Sol

Llego al rancho cansado queriendo encontrar a Adán
Él es nuestro cocinero y también nuestro mesero
Con la pandilla del barracón desahogo de una vez
Entonces grito al cocinero que traiga bebida
A la mesa 26

Escrita por: Hermes e Karhon