Outro Nada
Quando a noite já era um Neon que não
Apenas um garçom com sono esfregando o chão
Quanto um pastor em transe pregava sobre o monte sinai
Ele chegou na rodoviária vindo da fronteira com o Uruguai
Que troço louco destino
Na falta de outro nome
Há nomes de mais
Que traço torto desenha
O rastro da ausência
Há crença que há
Chegou de Santa Maria
Ainda no outro dia
Veio de Uruguaiana uma semana atrás
Vale, Serra, Litoral
O tempo tanto faz
Veio e não trouxe nada
Um outro nada deixou para trás
Que troço louco destino
Na falta de outro nome
Há nomes de mais
Que traço torto desenha
O rastro da ausência
Há crença que há
Que troço louco desterro
Na falta de uma terra
Há torres a vigiar
Que traço torto desenha
Linhas no horizontes
Aos montes demais
Quando a noite já era
E o dia ainda não
Outro Nada
Cuando la noche ya era un Neón que no
Sólo un mesero con sueño fregando el piso
Mientras un pastor en trance predicaba sobre el monte Sinaí
Él llegó a la terminal de autobuses viniendo de la frontera con Uruguay
Qué locura de destino
En ausencia de otro nombre
Hay nombres de más
Que trazo torcido dibuja
El rastro de la ausencia
Hay creencia que hay
Llegó de Santa María
Apenas al otro día
Vino de Uruguaiana una semana atrás
Valle, Sierra, Costa
El tiempo tanto da
Vino y no trajo nada
Un otro nada dejó atrás
Qué locura de destino
En ausencia de otro nombre
Hay nombres de más
Que trazo torcido dibuja
El rastro de la ausencia
Hay creencia que hay
Qué locura de destierro
En ausencia de una tierra
Hay torres vigilando
Que trazo torcido dibuja
Líneas en el horizonte
A montones
Cuando la noche ya era
Y el día aún no
Escrita por: Humberto Gessinger / Bebeto Alves