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Aprochegar

Ícaro Guilherme Rezende Queiroz

Aprochegar

Não é pecado, não é crime
Não é delito
Eu confesso, é esquisito
Mas também não é infinito

Tudo passa, mas tudo volta
Eles vão, depois batem na porta, onde choram
E agora depois de outra daquela história
Tudo é como outrora

Como naqueles tempos idos
Que todos relembram agora
O pesar de não abraçar e se aprochegar
Naqueles que já foram embora

Sabem que não há nada a fazer
Que tudo passou
E que não há mais portas pra bater

Pelo crime de abraçar
Queria ser condenado
Pelo pecado de estar
Queria ser julgado

Mas agora e ainda depois de agora
Só lhe resta bater na porta
E quem sabe, como outrora
Se aprochegar em mais uma história

Aprochegar

No es pecado, no es crimen
No es delito
Lo confieso, es extraño
Pero tampoco es infinito

Todo pasa, pero todo vuelve
Ellos se van, luego llaman a la puerta, donde lloran
Y ahora después de otra de esas historias
Todo es como antes

Como en aquellos tiempos pasados
Que todos recuerdan ahora
El pesar de no abrazar y acercarse
A aquellos que ya se fueron

Saben que no hay nada que hacer
Que todo pasó
Y que no hay más puertas para golpear

Por el crimen de abrazar
Quisiera ser condenado
Por el pecado de estar
Quisiera ser juzgado

Pero ahora y aún después de ahora
Solo le queda llamar a la puerta
Y quién sabe, como antes
Acercarse en otra historia más

Escrita por: Ícaro Guilherme Rezende Queiroz