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Artista Caboclo

Índio Cachoeira e Cuitelinho

Artista Caboclo

Foi no cabo da enxada
Que eu vi meu suor derramar
Pra montar meu lar decente
Sem poder descansar

E sempre mostrando raça
No campo pra semear
Tarefa do dia a dia
Morena vem ajudar
À tarde nós dois tá em casa
Abraçados pra descansar

Para agradar a cabocla
Na viola eu pego a tocar
Fazendo trovas bonitas
Pro meu amor encantar

As cordas estão tinindo
No meu peito a duetar
Outra vida eu não quero
Com esse eu quero ficar
Carinho, mulher e viola
Nasceram pra combinar

Em todos os fins de semana
Eu saio pra divertir
Levo a viola comigo
Pra cantar e distrair

E o ponto desse encontro
É na casa do Jurandir
Caboclo bão violeiro
Tem moda boa pra ouvir
É isso que é vida boa
Quem tá lá não quer sair

Violeiro bão que se foi
A escada do céu já subiu
Na Terra ficou a fama
E o Brasil inteiro aplaudiu

Não estou dizendo só um
São tantos que o mundo viu
Mas dizendo isso a vocês
Primeiramente o Brasil
Terra do artista caboclo
Na arte nunca caiu

Artista Caboclo

Fue en el mango de la azada
Que vi mi sudor derramar
Para construir mi hogar decente
Sin poder descansar

Siempre mostrando coraje
En el campo para sembrar
Tarea del día a día
Morena viene a ayudar
Por la tarde los dos estamos en casa
Abrazados para descansar

Para complacer a la mestiza
En la guitarra empiezo a tocar
Haciendo bonitas canciones
Para encantar a mi amor

Las cuerdas están resonando
En mi pecho a dúo
Otra vida no quiero
Con esta me quiero quedar
Cariño, mujer y guitarra
Nacieron para combinar

Todos los fines de semana
Salgo a divertirme
Llevo la guitarra conmigo
Para cantar y distraerme

Y el punto de este encuentro
Es en la casa de Jurandir
Caboclo buen guitarrista
Tiene buena música para escuchar
Eso es vida buena
Quien está allí no quiere salir

Buen guitarrista que se fue
La escalera al cielo subió
En la Tierra quedó la fama
Y todo Brasil aplaudió

No estoy diciendo solo uno
Son tantos que el mundo vio
Pero diciéndoles a ustedes
Primero a Brasil
Tierra del artista caboclo
En el arte nunca cayó

Escrita por: Índio Cachoeira, Cuitelinho