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Dormir en la Ciudad Donde No Está Permitido Dormir

Insaniae

Adormecer Na Cidade Onde Não É Permitido Dormir

Vaguear pelas ruas da amargura
Sem poder adormecer nem acordar
Sem saber o que está do outro lado
O que te espera, tormento ou prazer?
Percorrer este deserto
Sem almas nem vida humana
Tudo está morto e inerte
Apenas tu moves este mundo

A loucura instala-se
O rumo perde-se
Dia após noite
Pedes descanso

A tua existência estilhaçada
E o teu medo justifica a mágoa
Conheces cada pedaço de rua
Bebes a luz da madrugada
O teu corpo não responde
A tua visão alterada
Profundo desgosto pela tua sina
Inveja ultrajada do sublime luxo

Um destino inevitável
Aguardas em silêncio
Guardas os restos do que acabou
Chega a madrasta noite

Ansiedade do que virá
Estarão as pedras no mesmo sítio?
Expectativas goradas e vãs
Estarão os sons no mesmo lugar?

Os outros invadem
O que já te pertence
Começa mais um dia
Acaba mais uma vida
Os outros pertencem-te
És forçada a vivê-los
Começa mais uma vida
Acaba mais um dia

Dormir en la Ciudad Donde No Está Permitido Dormir

Vagar por las calles de la amargura
Sin poder dormir ni despertar
Sin saber qué hay al otro lado
¿Qué te espera, tormento o placer?
Recorrer este desierto
Sin almas ni vida humana
Todo está muerto e inerte
Solo tú mueves este mundo

La locura se instala
El rumbo se pierde
Día tras noche
Pides descanso

Tu existencia hecha añicos
Y tu miedo justifica la pena
Conoces cada pedazo de calle
Bebes la luz de la madrugada
Tu cuerpo no responde
Tu visión alterada
Profundo disgusto por tu destino
Envidia ultrajada del sublime lujo

Un destino inevitable
Esperas en silencio
Guardas los restos de lo que terminó
Llega la madrastra noche

Ansiedad por lo que vendrá
¿Estarán las piedras en el mismo lugar?
Expectativas frustradas y vanas
¿Estarán los sonidos en el mismo lugar?

Los otros invaden
Lo que ya te pertenece
Comienza otro día
Termina otra vida
Los otros te pertenecen
Te ves obligado a vivirlos
Comienza otra vida
Termina otro día

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