Baião Atômico
Se você fica parado, calado, pensando
Como é que seria do lado de lá
Fica tentando enxergar o que não se enxerga
E olha na fresta a festa começar
Você se liga rapaz que meu povo é capaz
De entrar por debaixo da saia e você não ver!
Por isso eu canto o meu baião atômico
Um tanto trágico e um tanto cômico
Então eu danço, pra descontrair
E o que me resta é chorar ou sorrir
E de repente se sente que agente não é nada
É só carbono e água e um copo de aguardente
A minha fé, minha razão eu peguei emprestadas
E não vou devolvê-las a troco de nada!
Eu caso um pouco daqui com um pouco de lá
E vai dar: Bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla
Por isso eu canto o meu baião atômico
Um tanto trágico e um tanto cômico
Então eu danço, pra descontrair
E o que me resta é chorar ou sorrir
Eu faço um riff invocado
Um baião bem bolado
Um rock de prosa em Sol
E a canção tá acabando
E as idéias acabando
E eu vou rimando, rimando, rimando
Só pra continuar e só pra comemorar
Baião Atómico
Si te quedas quieto, callado, pensando
Cómo sería del otro lado
Intentas ver lo que no se ve
Y miras por la rendija la fiesta comenzar
Te das cuenta, chico, que mi gente es capaz
De entrar por debajo de la falda y tú no ves
Por eso canto mi baião atómico
Un tanto trágico y un tanto cómico
Entonces bailo, para relajarme
Y lo que me queda es llorar o reír
Y de repente sientes que no somos nada
Solo carbono y agua y un vaso de aguardiente
Mi fe, mi razón las tomé prestadas
¡Y no las devolveré a cambio de nada!
Mezclo un poco de aquí con un poco de allá
Y saldrá: Bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla
Por eso canto mi baião atómico
Un tanto trágico y un tanto cómico
Entonces bailo, para relajarme
Y lo que me queda es llorar o reír
Hago un riff desafiante
Un baião bien pensado
Un rock de prosa en Sol
Y la canción está terminando
Y las ideas se acaban
Y sigo rimando, rimando, rimando
Solo para seguir y solo para celebrar
Escrita por: Guilherme Braza