Atalhos
Atalhos
Meus pés no chão cansaram por vagar
No meu quinhão
Me passam devagar
Sem luz, vacilam sombras
No chão de sobras
Me guardei no teu cinzeiro e não
Espelho e seio
O vão
No chão de sobras
Da mão, vacila a sombra
É por você que eu morro cada dia mais
Nos meus esquadros tortos
Desalinho os fatos
Deus é farto de saber
Eu nem falo
Me guardei no teu chaveiro à mão
Desfiei do parapeito ao chão
Linhas do tempo
É por você que eu refaço cada dia atrás
Me perco e acho que não deveria, mas
Eu sei que me diria
Pra não exagerar
Me guardei no teu chaveiro à mão
Do parapeito ao chão
Linhas do tempo
Atajos
Atajos
Mis pies en el suelo se cansaron de vagar
En mi porción
Pasan lentamente por mí
Sin luz, titubean sombras
En el suelo de sobras
Me guardé en tu cenicero y no
Espejo y seno
El vacío
En el suelo de sobras
De la mano, titubea la sombra
Es por ti que muero cada día más
En mis cuadros torcidos
Desalineo los hechos
Dios sabe de sobra
Ni siquiera hablo
Me guardé en tu llavero a mano
Desenredé desde el alféizar hasta el suelo
Líneas del tiempo
Es por ti que rehago cada día atrás
Me pierdo y pienso que no debería, pero
Sé que me dirías
Que no exagere
Me guardé en tu llavero a mano
Del alféizar al suelo
Líneas del tiempo
Escrita por: Íris De Guimarães