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Potasio

Ítalo Ribeiro

Potássio

Esquece o que cê tem pra fazer
Fica aqui comigo um pouco
Sei que me pediu aquele som e nem saiu tão bom
Foi mal, eu tô um pouco rouco

Laranja seca e equinócios
Reggae pedrada e dorme junto, depois só preguiça
Sua risada não sai da minha cabeça
Os seus beijinhos são a própria justiça

Vem matar o tempo é que ele tá me matando
Oi, beijo entra e ela segue me olhando
Como olha concentrada pra mesa de sinuca na disputa d'uma breja
Disputa que eu já entro perdendo

Se eu tenho alguma chance é te botando prego
Mas nem assim dá certo, enfim, analogia besta
Faz sua jogada e eu observo

Você vocifera uma lombra
Potássio faz bem pra essa cãibra
Sonhou comigo, mas não lembra
Quer me tragar pra ver se eu faço a mente

Eu a respondo com uma doidura
Ela me olha e fala: Tu é doido, é?
Quer dar rolê, tirar, rasgar uma panca
Sua boca é um solo de Novos Baianos, meu corpo, a banda

Esquece o que cê tem pra fazer
Me leva nessa praia escondida
Mergulho, FT, sem sundown
Seu bronze é mais de cem graus, que mal tem?

É o Chico que sente saudades, eu não
Mas se quiser, me liga que eu faço o resgate
Seu sorriso inconclusivo e atemporal é tipo um clássico
Cinema mudo, jeans básico

Você vocifera uma lombra
Potássio faz bem pra essa cãibra
Sonhou comigo, mas não lembra
Quer me tragar pra ver se eu faço a mente

E eu a respondo com uma doidura
Ela me olha e fala: Tu é doido, é?
Quer dar rolê, tirar, rasgar uma panca
Sua boca é um solo de Novos Baianos, meu corpo, a banda

Você vocifera uma lombra
Potássio faz bem pra essa cãibra
Sonhou comigo, mas não lembra bem
Quer me tragar, por que não tenta?
Te faço tossir, coço a garganta

Eu a respondo com uma doidura
Ela me olha e fala: Tu é doido, é?
Quer dar rolê, tirar as caras, uma panca
Sua boca é um som que eu queria ter feito, meu corpo a banda

Potasio

Olvídate de lo que tienes que hacer
Quédate un rato conmigo
Sé que me pediste esa canción y no salió tan bien
Disculpa, estoy un poco ronco

Naranja seca y equinoccios
Reggae potente y dormir juntos, luego solo pereza
Tu risa no sale de mi cabeza
Tus besitos son la propia justicia

Ven a matar el tiempo que me está matando
Hola, un beso entra y ella sigue mirándome
Como mira concentrada la mesa de billar en la disputa por una cerveza
Disputa en la que ya entro perdiendo

Si tengo alguna oportunidad es clavándote un clavo
Pero ni así funciona, en fin, una analogía tonta
Haces tu jugada y yo observo

Tú vociferas una locura
El potasio es bueno para este calambre
Soñaste conmigo, pero no recuerdas
Quieres tragarme para ver si te abro la mente

Yo te respondo con una locura
Me mira y dice: ¿Estás loco, verdad?
Quieres salir, despejar, desmadrar
Tu boca es un solo de Novos Baianos, mi cuerpo, la banda

Olvídate de lo que tienes que hacer
Llévame a esa playa escondida
Buceo, FT, sin atardecer
Tu bronceado es de más de cien grados, ¿qué tiene de malo?

Es Chico quien extraña, yo no
Pero si quieres, llámame y te rescato
Tu sonrisa inconclusa y atemporal es como un clásico
Cine mudo, jeans básicos

Tú vociferas una locura
El potasio es bueno para este calambre
Soñaste conmigo, pero no recuerdas
Quieres tragarme para ver si te abro la mente

Y yo te respondo con una locura
Me mira y dice: ¿Estás loco, verdad?
Quieres salir, despejar, desmadrar
Tu boca es un solo de Novos Baianos, mi cuerpo, la banda

Tú vociferas una locura
El potasio es bueno para este calambre
Soñaste conmigo, pero no recuerdas bien
Quieres tragarme, ¿por qué no intentas?
Te hago toser, te rasco la garganta

Yo te respondo con una locura
Me mira y dice: ¿Estás loco, verdad?
Quieres salir, despejar, desmadrar
Tu boca es un sonido que quería haber hecho, mi cuerpo la banda

Escrita por: Ítalo RIbeiro