395px

João-de-barro

Itaporanga e Itararé

João-de-barro

O João-de-barro
Pra ser feliz como eu
Certo dia ressorveu
Arranjá uma companheira
Num vai e vem
Com o barro da biquinha
Ele fez sua casinha
Lá no galho da paineira

Todas as manhãs
O pedreiro da floresta
Cantava fazendo festa
Pra aquela que tanto amava
Mas quando ele
Ia buscar o raminho
Para construir seu ninho
O seu amor lhe enganava

Mas neste mundo
O mal feito é descoberto
João-de-barro viu de perto
Sua esperança perdida
Cego de dor
Trancou a porta da morada
Deixando lá a sua amada
Presa pro resto da vida

Que semelhança
Entre o nosso fadário
Só que eu fiz o contrário
Do que o João-de-barro fez
Nosso Senhor
Me deu calma nesta hora
A ingrata eu pus pra fora
Pra onde anda eu não sei

João-de-barro

El Hornero
Para ser feliz como yo
Un día decidió
Encontrar una compañera
Entre idas y venidas
Con el barro del arroyo
Construyó su casita
En la rama del árbol de la ceiba

Todas las mañanas
El albañil del bosque
Cantaba alegremente
Para aquella a quien tanto amaba
Pero cuando él
Iba a buscar la ramita
Para construir su nido
Su amor lo engañaba

Pero en este mundo
El mal hecho se descubre
El Hornero vio de cerca
Su esperanza perdida
Cegado por el dolor
Cerró la puerta de su morada
Dejando allí a su amada
Atrapada por el resto de su vida

Qué similitud
Con nuestro destino
Solo que yo hice lo contrario
De lo que hizo el Hornero
Nuestro Señor
Me dio calma en este momento
A la ingrata la eché
A dónde fue, no lo sé

Escrita por: Muibo Cury / Teddy Vieira