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Mano Cerrado

Itaporanga e Itararé

Mão Fechada

Lá no bairro aonde eu moro
Eu conheço um camarada
Toda a gaita que ele ganha
Ele guarda bem guardada

E fica lá no boteco
Serrando a rapaziada
É o serrote lá do bairro
Não gosta de pagar nada
Todo mundo já conhece
O famoso mão fechada

E só entrar no boteco
O mão fechada logo vem
Ele serra o que é dos outros
Pra guardar o que ele tem

Não gosta de abrir a mão
Nem pra dar os parabéns
Não gosta de dar bom dia
Nem boa tarde pra ninguém
Mais fácil um burro voar
Do que dar esmola pra alguém

Tem dia que ele faz
Um negócio diferente
Pra beber junto com ele
Convida toda a gente

E na hora de pagar
Ele some de repente
É assim que o mão fechada
Leva a vida para a frente
Gosta de viver encostado
Nos amigos e nos parentes

Se vem circo lá no bairro
Mão fechada se apavora
Se tem show de violeiro
É coisa que ele adora

E vai na porta do circo
Fica lá fazendo hora
Ele não entra no circo
E também não vai embora
Bate palmas pros violeiros
Escutando lá de fora

Mano Cerrado

En el barrio donde vivo
Conozco a un tipo
Cada centavo que gana
Lo guarda bien guardado

Y se queda en el bar
Cortando a la gente
Es la sierra del barrio
No le gusta pagar nada
Todos conocen
Al famoso mano cerrada

Tan solo entra al bar
Y mano cerrada aparece
Él corta lo de los demás
Para guardar lo suyo

No le gusta soltar la plata
Ni siquiera para felicitar
No dice buenos días
Ni buenas tardes a nadie
Más fácil que un burro vuele
Que dar limosna a alguien

Hay días que hace
Un negocio diferente
Para beber con él
Invita a todo el mundo

Y a la hora de pagar
Desaparece de repente
Así es como mano cerrada
Lleva la vida hacia adelante
Le gusta vivir a costa
De amigos y parientes

Si hay circo en el barrio
Mano cerrada se asusta
Si hay un show de cantantes de viola
Es algo que le encanta

Va a la puerta del circo
Se queda allí matando el tiempo
No entra al circo
Y tampoco se va
Aplaude a los cantantes de viola
Escuchándolos desde afuera

Escrita por: Chico Vieira / Moacyr dos Santos