395px

Hija de Sion

Ivonaldo Albuquerque

Filha de Sião

Ele foi caminhando e sofrendo
Não tendo vergonha da dor
Foi morrer porque assim queria
O Seu crime foi ter muito amor

Era rei com coroa de espinhos
O Seu trono foi a rude cruz
Quando nela Ele foi levantado
Atraiu muitos a Sua luz

Oh, não chores, filha de Sião
Por Ele ninguém deve chorar
Ele foi lenho verde queimando
Seus filhos muito mais queimarão

E agora pregado em Seu trono
Suas vestes foram repartir
E assim pra vestir todo homem
Ele mesmo deixou se despir

Tenho sede, Ele falou baixinho
E lhe deram a beber fraco vinho
Mas ao mundo Ele está a dizer
A quem tem sede lhe dou de beber

Oh, não chores, filha de Sião
Por Ele ninguém deve chorar
Ele foi lenho verde queimando
Seus filhos muito mais queimarão

E a morte foi se aproximando
E Ele foi suportando esta dor
De repente, gritou de agonia
E a Deus o espírito entregou

E o Seu coração quebrantado
Que já morto ainda foi traspassado
Água e sangue foram derramados
Pra salvar todo vil pecador

Oh, não chores, filha de Sião
Por Ele ninguém deve chorar
Ele foi lenho verde queimando
Seus filhos muito mais queimarão

Toda a terra gemendo e chorando
Até o Sol se escondeu de tristeza
Ao ouvir esse grito de horror
Se abalou toda a natureza

Como rico Ele foi sepultado
Com perfumes e mais puro linho
Mas, quebrando as correntes da morte
Ressurgiu para ser o caminho

Oh, não chores, filha de Sião
Por Ele ninguém deve chorar
Ele foi lenho verde queimando
Seus filhos muito mais queimarão

Hija de Sion

Él fue caminando y sufriendo
Sin tener vergüenza del dolor
Fue a morir porque así lo quería
Su crimen fue tener mucho amor

Era rey con corona de espinas
Su trono fue la dura cruz
Cuando en ella fue levantado
Atrajo a muchos hacia Su luz

Oh, no llores, hija de Sion
Por Él nadie debe llorar
Él fue leña verde ardiendo
Sus hijos mucho más arderán

Y ahora clavado en Su trono
Sus vestiduras fueron a repartir
Y así para vestir a todo hombre
Él mismo se dejó despojar

Tengo sed, dijo en voz baja
Y le dieron a beber vino aguado
Pero al mundo Él está diciendo
A quien tiene sed le doy de beber

Oh, no llores, hija de Sion
Por Él nadie debe llorar
Él fue leña verde ardiendo
Sus hijos mucho más arderán

Y la muerte se fue acercando
Y Él fue soportando este dolor
De repente, gritó de agonía
Y a Dios entregó Su espíritu

Y Su corazón quebrantado
Que ya muerto aún fue traspasado
Agua y sangre fueron derramados
Para salvar a todo vil pecador

Oh, no llores, hija de Sion
Por Él nadie debe llorar
Él fue leña verde ardiendo
Sus hijos mucho más arderán

Toda la tierra gimiendo y llorando
Hasta el Sol se escondió de tristeza
Al escuchar ese grito de horror
Toda la naturaleza se estremeció

Como rico fue sepultado
Con perfumes y más puro lino
Pero, rompiendo las cadenas de la muerte
Resurgió para ser el camino

Oh, no llores, hija de Sion
Por Él nadie debe llorar
Él fue leña verde ardiendo
Sus hijos mucho más arderán

Escrita por: Isabel Pacheco