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Acuarela de Brasil

Izabel Padovani

Aquarela do Brasil

Abre a cortina do passado
Tira a Mãe Preta do cerrado
Bota o Rei Congo no congado
Esse coqueiro que dá coco
Onde eu amarro a minha rede
Nas noites claras de luar

Deixa cantar de novo o trovador
À merencória luz da lua
Toda canção do meu amor
Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado

Essas fontes murmurantes
Onde eu mato minha sede
E onde a lua vem brincar
Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Brasil, meu Brasil brasileiro

Acuarela de Brasil

Abre la cortina del pasado
Saca a la Madre Negra del cerrado
Pon al Rey Congo en el congado
Este cocotero que da coco
Donde amarro mi hamaca
En las noches claras de luna

Deja cantar de nuevo al trovador
A la melancólica luz de la luna
Toda canción de mi amor
Quiero ver a esa dama caminando
Por los salones arrastrando
Su vestido de encaje

Estas fuentes murmurantes
Donde mato mi sed
Y donde la luna viene a jugar
Este Brasil hermoso y trigueño
Es mi Brasil brasileño
Tierra de samba y pandeiro
Brasil, mi Brasil brasileño

Escrita por: Ary Barroso