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Côco Social

Jackson do Pandeiro

Côco Social

Ele é pernambucano, do canavial
Veio pro salão, é social

Madame na boate fica solfejando
Ao som da champanhota diz: O coco é bom!
O musicista toca sem sair do tom
Toda gente bem fica admirando
Disse o criminalista: Esse coco mata!
É super bizantino, diz o general
Jacinto de Thormes na pena não dorme

E diz o coco é bom, é social
E diz o coco é bom, é social

Ele é pernambucano, do canavial
Veio pro salão, é social

O diplomata canta baixo na surdina
O financista gosta e faz anotação
Banqueiro financia, pois vale um milhão
Diz a dama de preto, é dança granfina
Jurista de renome aconselha o povo
O Almirante diz: Ele é nacional
Ibrahim Sued esforço não mede

E diz o coco é bom; é social
E diz o coco é bom; é social

Ele é pernambucano, do canavial
Veio pro salão, é social

Côco Social

Es pernambucano, del cañaveral
Llegó al salón, es social

La dama en el club tararea
Al ritmo del champán dice: ¡El coco es bueno!
El músico toca sin desafinar
Todos los presentes lo admiran
Dice el abogado: ¡Este coco mata!
Es muy sofisticado, dice el general
Jacinto de Thormes no descansa en la pluma

Y dice que el coco es bueno, es social
Y dice que el coco es bueno, es social

Es pernambucano, del cañaveral
Llegó al salón, es social

El diplomático canta en voz baja
El financiero disfruta y toma nota
El banquero financia, porque vale un millón
Dice la dama de negro, es un baile de alta sociedad
Jurista de renombre aconseja al pueblo
El Almirante dice: Es nacional
Ibrahim Sued no escatima esfuerzos

Y dice que el coco es bueno, es social
Y dice que el coco es bueno, es social

Es pernambucano, del cañaveral
Llegó al salón, es social

Escrita por: Rosil Cavalcanti