Mourão da Porteira
Mourão da Porteira
Lá no mourão esquerdo da porteira,
Onde encontrei você pra despedir,
Uma lembrança minha derradeira
E um versinho que nele escrevi...
Você às vezes passa esbarrando nele
E a porteira bate pra avisar
Você não lembra que sinal é aquele,
E nem sequer se lembra de olhar...
Aqui tão longe, pego na viola
E aquele verso começo a cantar
Uma saudade é a dor que não consola,
Quanto mais dói, a gente quer lembrar...
No dia que doer seu coração,
Sentirá a dor que também senti,
Você, chorando, passa no mourão
E lê os versos que nele escrevi...
Você talvez não sabe o que é saudade,
Uma lembrança você nunca sentiu
Pois de esquecer às vezes tinha vontade,
Esta vontade o meu peito feriu...
El poste de la puerta
El poste de la puerta
En el poste izquierdo de la puerta,
Donde te encontré para despedirnos,
Un recuerdo mío final
Y un versito que en él escribí...
A veces pasas rozándolo
Y la puerta golpea para avisar
No recuerdas qué señal es esa,
Ni siquiera te acuerdas de mirar...
Aquí tan lejos, tomo mi guitarra
Y comienzo a cantar ese verso
La nostalgia es el dolor que no consuela,
Cuanto más duele, más queremos recordar...
El día que tu corazón duela,
Sentirás el dolor que también sentí,
Tú, llorando, pasas por el poste
Y lees los versos que en él escribí...
Tal vez no sabes lo que es la nostalgia,
Nunca has sentido un recuerdo,
A veces tenías ganas de olvidar,
Esas ganas hirieron mi pecho...
Escrita por: João Pacífico / Raul Torres