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Surak

Jafari

Surak

Meu pai falar de família
É igual eu falar de amor
Não entendo porra nenhuma
Só teorizo e vamos supor que
Eu não passei 18 anos sem dia dos pais
Que eu não chorei 18 vezes, 18 natais
Que depois do meu 18 pra mim tanto faz
18 chamadas perdidas, já nem ligo mais
Olha o que o tempo trás
Separação de iguais em visitas mensais
Esquisitas, legais
Espiritas, carnais
Empíricas, banais
Olha o que o tempo faz
Me deixou fraco
Esvaziando garrafas que eu montei com meus caco
Extasiando amores e dores de um ser opaco
E eu acho tudo isso um saco

E as mulheres que gostaram de mim
Cuidaram de mim, falaram de mim
Se entregaram a mim
Apostaram em mim, se afastaram de mim
Quando enxergaram que eu só penso em mim
Egoísmo assim seca, tipo Hiroshima
Clima, matando tudo que me cerca
Pouca fé pra meca, café, caneca
Cigarros e o cheiro de quem peca
Zeca, deixe a vida me levar a sós
Antes que a morte me trague ou me pague
Por ter levado meus avós e só ter deixado a voz
Se consagre
Milagre ou maldição? Redenção
Minha cruz eu carrego sozinho
Transformando água em vinho pra suportar o caminho
Meu boné esconde a cara e a coroa de espinho.

Surak

Mi padre hablar de familia
Es como yo hablar de amor
No entiendo nada de mierda
Solo teorizo y supongamos que
No pasé 18 años sin el día del padre
Que no lloré 18 veces, 18 navidades
Que después de mis 18 ya me da igual
18 llamadas perdidas, ya ni me importa
Mira lo que el tiempo trae
Separación de iguales en visitas mensuales
Extrañas, geniales
Espirituales, carnales
Empíricas, banales
Mira lo que el tiempo hace
Me dejó débil
Vacíando botellas que armé con mis pedazos
Extasiando amores y dolores de un ser opaco
Y todo esto me parece una mierda

Y las mujeres que les gusté
Cuidaron de mí, hablaron de mí
Se entregaron a mí
Apostaron por mí, se alejaron de mí
Cuando vieron que solo pienso en mí
El egoísmo así seca, tipo Hiroshima
Clima, matando todo lo que me rodea
Poca fe para la meca, café, taza
Cigarrillos y el olor de quien peca
Zeca, deja que la vida me lleve solo
Antes de que la muerte me trague o me pague
Por haber llevado a mis abuelos y solo haber dejado la voz
Conságrate
¿Milagro o maldición? Redención
Mi cruz la cargo solo
Convirtiendo agua en vino para soportar el camino
Mi gorra esconde la cara y la corona de espinas.

Escrita por: Jafari