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Mi Cómplice, Mi Hermana, Mi Amante

Jair Naves

Minha Cúmplice, Minha Irmã, Minha Amante

Minha cúmplice, minha irmã, minha amante
que cedo se pôs a ir embora
é tão doído pra quem tem que ficar

(E os policiais, embora tivessem provas da sua inocência,
queriam te levar presa de qualquer maneira
sob a alegação de que você nasceu predestinada ao crime
a julgar pelos traços do seu rosto)

Só há uma luz de alcance curto
rastejante sob a porta
A vontade de dormir pra sempre
que eu não jamais chamaria de sono

E eu que ri quando te espiei
cantarolando em frente ao espelho
a menina mais bonita
com quem eu já feri meus ingênuos olhos provincianos

Quanto a mim,
há tanto tempo eu ando de bar em bar
pra fugir da solidão
que me levou a pedir aos céus para nascer de novo
mesmo sabendo que tal milagre é impossível

Quem sabe eu consiga
recuperar o gosto pela vida?
Assim eu espero, assim eu espero

(No presídio perto de casa,
as mães chorosas repetiam com extremo fervor:
"Para uma existência que não se justifica,
só há conforto nos braços do Senhor")

Mi Cómplice, Mi Hermana, Mi Amante

Mi cómplice, mi hermana, mi amante
que temprano se fue
es tan doloroso para quien debe quedarse

(Y los policías, a pesar de tener pruebas de tu inocencia,
querían detenerte de todas formas
bajo la excusa de que naciste predestinada al crimen
a juzgar por los rasgos de tu rostro)

Solo hay una luz de alcance corto
que se arrastra bajo la puerta
Las ganas de dormir para siempre
que nunca llamaría sueño

Y yo que reí cuando te espié
cantando frente al espejo
la chica más hermosa
con la que lastimé mis inocentes ojos provincianos

En cuanto a mí,
hace tanto tiempo que voy de bar en bar
para huir de la soledad
que me llevó a pedirle al cielo nacer de nuevo
aunque sé que tal milagro es imposible

¿Quién sabe si lograré
recuperar el gusto por la vida?
Así lo espero, así lo espero

(En la cárcel cerca de casa,
las madres llorosas repetían con fervor extremo:
'Para una existencia que no se justifica,
solo hay consuelo en los brazos del Señor')

Escrita por: Jair Naves