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A Parábola do Amor

Jair Santos

Saindo de Jerusalém
Descendo a Jericó
Um homem caminhava
Despreocupado e só

Cruéis salteadores
Lhe bateram sem dó
Roubaram os seus bens
E o deixaram jogado ao pó

Que triste situação
Que condição infame
Ferido, quase morto
Se esvaindo em sangue

Ninguém pra lhe ajudar
E estender a mão
A mercê do acaso
Em total solidão

Na estrada da vida aqui
Estamos à mercê do mal
Existem malfeitores
Da vida terrena e espiritual

Então devemos nos unir
E o amor de Cristo cultivar
Ao irmão ferido e desfalecido
Precisamos ajudar

E eis que de repente
Um sacerdote vem
Porém ao ver o homem
Se afasta e vai além

E logo um levita
Se aproxima também
Mas passando de largo
Compaixão nenhuma tem

Homens religiosos
Cumpridores da lei
Trataram aquele homem
Como se fosse ninguém

O deixaram ali abandonado
Jogado ao chão
Parecia mesmo o fim
Pois quem poderia lhe dar a mão

De que vale a religião
Dizer apenas sou cristão
Se na dificuldade a religiosidade
Pouco pode fazer

Bem melhor que religião
É ter de Cristo a salvação
Sentir Sua presença, Sua graça imensa
Envolvendo nosso ser

E naquele momento
De total solidão
Um homem se aproxima
Cheio de compaixão

Era um samaritano
E agiu sem hesitar
Socorro imediato ao pobre homem
Foi prestar

O levantou do chão
Cuidou de suas feridas
E logo o levou
Para uma hospedaria

Pagou todas as despesas
E o deixou protegido
Que exemplo de amor
Que gesto tão bonito

A ação do samaritano
Nos traz uma grande lição
O amor verdadeiro
É sem preconceito e sem distinção

É fácil amar a quem me ama
Como é tão bom amar o irmão
Faça o que mandou Cristo ama os teus inimigos
De todo teu coração
Faça o que mandou Cristo, ama os teus inimigos
De todo teu coração

Escrita por: Jair Santos