Coincidências
Sinceramente, odiaria não te ter de volta
Só por medo de insistir, por medo da resposta
Compro flores numa banca em frente ao seu trabalho, acasos
Cancelo planos programados, quem sabe eu te encontro
Em um restaurante caro ao meio-dia em ponto
Você almoça cedo, eu te conheço tanto
Porque tudo que vai precisa voltar
É a lei natural das coisas
Nada vai tirar do pensamento
As flores mortas no jardim
Nossos gatos no apartamento
Perguntam de você pra mim
Nós dois não precisávamos de nada
Nossos móveis ainda nas caixas
Porque bastava eu e você
Agora, me escondo nas fileiras
De uma loja de conveniência
Te vejo entrar, coincidências
E você guarda na memória
Vai contar essa história
Pros seus filhos uma hora
O que aconteceu?
E eu me odiaria tanto
Você não sabe o quanto
Se esse homem no seu conto não fosse eu
(Ah)
Eu me odiaria tanto, tanto, tanto
Nada vai tirar do pensamento
As flores mortas no jardim
Nossos gatos no apartamento
Perguntam de você pra mim
Nós dois não precisávamos de nada
Nossos móveis ainda nas caixas
Porque bastava eu e você
Agora me escondo nas fileiras
De uma loja de conveniência
Te vejo entrar, coincidências
E no seu bairro, agora, as placas
Te indicam novas rotas
Passam pela minha casa
(Coincidências)
E no restaurante caro
O macarrão dentro do prato
Soletra o meu nome exato
(Coincidências)
E no tarô, as suas cartas
Dizem que coisas passadas
Voltarão com toda força
(Coincidências)
Num dia, a porta giratória
Nos enrosca nessa loja
São tão estranhas as nossas
Coincidências
Coincidencias
Sinceramente, odiaría no volver a tenerte
Solo por miedo a insistir, por miedo a tu respuesta
Compro flores en un puesto frente a tu trabajo, casualidades
Cancelo planes que ya tenía, por si llego a encontrarte
En un restaurante caro al mediodía en punto
Tú almuerzas temprano, te conozco demasiado bien
Porque todo lo que se va tiene que volver
Es la ley natural de las cosas
Nada va a borrar de mi mente
Las flores marchitas del jardín
Nuestros gatos en el departamento
Me preguntan por ti
Los dos no necesitábamos nada
Nuestros muebles seguían en cajas
Porque bastábamos tú y yo
Ahora me escondo entre los pasillos
De una tienda de conveniencia
Te veo entrar, coincidencias
Y tú guardarás en la memoria
Vas a contar esta historia
A tus hijos algún día
Qué fue lo que pasó
Y yo me odiaría tanto
No sabes cuánto
Si ese hombre de tu historia no fuera yo
(Ah)
Yo me odiaría tanto, tanto, tanto
Nada va a borrar de mi mente
Las flores marchitas del jardín
Nuestros gatos en el departamento
Me preguntan por ti
Los dos no necesitábamos nada
Nuestros muebles seguían en cajas
Porque bastábamos tú y yo
Ahora me escondo entre los pasillos
De una tienda de conveniencia
Te veo entrar, coincidencias
Y en tu barrio ahora los letreros
Te muestran nuevas rutas
Que pasan por mi casa
(Coincidencias)
Y en el restaurante caro
La pasta sobre el plato
Deletrea exactamente mi nombre
(Coincidencias)
Y en el tarot, tus cartas
Dicen que las cosas del pasado
Van a volver con toda su fuerza
(Coincidencias)
Un día, la puerta giratoria
Nos enreda en esa tienda
Qué extrañas son nuestras
Coincidencias
Escrita por: Jão, Zebu, Pedro Tofani