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Siempre Vuelvo

Jão

Eu Sempre Volto

Hoje, quando der as nove horas
Vou sair na noite, feito gata
Na garupa de uma amiga ou outra
Alguma das poucas que ainda me resta
Me jogar nos braços de algum homem no caminho
Que me trate pior que você
Num comportamento falho, obsessivo
Autodestrutivo, eu vou vencer

E eu quase sou feliz sozinha
Rezo o seu esquecimento
Sinto a casca formar na ferida
Vislumbro uma vida minha por direito

Mas eu sempre volto
Eu quase te deixo sair
Mas eu sempre volto
Curada pra você ferir
E eu quase sempre choro
Pra dormir lembrando
Do que eu era antes
Nova e destemida
Pela frente, a vida
Ainda nos meus olhos
Mas eu sempre volto

Às dez você me pega, às onze se desculpa, meia-noite ainda quente
Sereno me revira, à uma me divide em duas, nua na sua frente
Mas deixe uma metade minha que te for inútil, pra que eu possa olhar o céu
E enfim (enfim) te dizer adeus

Mas eu sempre volto
Eu quase te deixo sair
Mas eu sempre volto
Curada pra você ferir
E eu quase sempre choro
Pra dormir lembrando
Do que eu era antes
Nova e destemida
Pela frente, a vida
Ainda nos meus olhos
Mas eu sempre volto

Siempre Vuelvo

Hoy, cuando den las nueve
Saldré en la noche, como una gata
En la moto de alguna amiga
De las pocas que todavía me quedan
Voy a caer en los brazos de algún hombre en el camino
Que me trate peor que tú
Con este patrón equivocado, obsesivo
Autodestructivo, voy a salir adelante

Y casi soy feliz estando sola
Rezo por olvidarte
Siento cómo la herida empieza a cerrarse
Alcanzo a imaginar una vida que por fin sea mía

Pero siempre vuelvo
Casi consigo dejarte ir
Pero siempre vuelvo
Ya curada para que vuelvas a herirme
Y casi siempre lloro
Hasta dormirme recordando
Quién era antes
Nueva y valiente
Con toda la vida
Todavía en los ojos
Pero siempre vuelvo

A las diez vienes por mí, a las once pides perdón, a medianoche seguimos ardiendo
La madrugada me da vuelta, a la una me partes en dos, desnuda frente a ti
Pero deja una mitad de mí que ya no te sirva, para que yo pueda mirar el cielo
Y por fin (por fin) decirte adiós

Pero siempre vuelvo
Casi consigo dejarte ir
Pero siempre vuelvo
Ya curada para que vuelvas a herirme
Y casi siempre lloro
Hasta dormirme recordando
Quién era antes
Nueva y valiente
Con toda la vida
Todavía en los ojos
Pero siempre vuelvo

Escrita por: Jão, Pedro Tofani