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Restos Mortais

Jardim de Iris

Restos Mortais

Hoje eu olhei pra mim e me vi, quase nada
Hoje eu abri mão de tudo o que nunca foi meu
Hoje eu li meu futuro em cartas marcadas
Vi até onde eu vou com o que você me deu

Não posso mais ficar aqui
Sem saber pra onde ir
Não posso mais ficar aqui
Sem saber

Fique com os restos mortais dessa carnificina
Fique com todo esse sangue derramado em vão
Que escorre nessa cruz de ouro e essa hipocrisia
Sustentada nos calos e braços dessa escravidão

Não posso mais ficar aqui
Sem saber pra onde ir
Não posso mais ficar aqui
Sem saber
Não posso mais ficar aqui
Sem saber

Hoje eu olhei pra tudo e vi quase nada
Vi até onde vai o mundo que você criou
Hoje eu olhei pra mim e vi quase tudo
Vi que tudo é muito mais que tudo que você imaginou

Não posso mais ficar aqui
Sem saber pra onde ir
Não posso mais ficar aqui
Sem saber

Restos Mortais

Hoy me miré y me vi, casi nada
Hoy renuncié a todo lo que nunca fue mío
Hoy leí mi futuro en cartas marcadas
Vi hasta dónde llegaré con lo que me diste

Ya no puedo quedarme aquí
Sin saber a dónde ir
Ya no puedo quedarme aquí
Sin saber

Quédate con los restos mortales de esta carnicería
Quédate con toda esta sangre derramada en vano
Que fluye en esta cruz de oro y esta hipocresía
Sostenida en las manos y brazos de esta esclavitud

Ya no puedo quedarme aquí
Sin saber a dónde ir
Ya no puedo quedarme aquí
Sin saber
Ya no puedo quedarme aquí
Sin saber

Hoy miré todo y vi casi nada
Vi hasta dónde llega el mundo que creaste
Hoy me miré y vi casi todo
Vi que todo es mucho más que todo lo que imaginaste

Ya no puedo quedarme aquí
Sin saber a dónde ir
Ya no puedo quedarme aquí
Sin saber

Escrita por: Matheus Augusto