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Encarnación

Jardim do Silêncio

Encarnação

Carnais, sejam carnais tantos desejos,
Carnais, sejam carnais tantos anseios,
Palpitações e frêmitos e enleios,
Das harpas da emoção tantos arpejos...

Sonhos, que vão, por trêmulos adejos,
A noite, ao luar, intumescer os seios
Lácteos, de finos e azulados veios
De virgindade, de pudor, de pejos...

Sejam carnais todos os sonhos brumos
De estranhos, vagos, estrelados rumos
Onde as Visões do amor dormem geladas...

Sonhos, palpitações, desejos e ânsias
Formem, com claridades e fragrâncias,
A encarnação das lívidas Amadas!

Encarnación

Carnales, sean carnales tantos deseos,
Carnales, sean carnales tantos anhelos,
Palpitaciones y estremecimientos y enredos,
De las arpas de la emoción tantos arpegios...

Sueños, que van, por temblorosos aleteos,
La noche, a la luz de luna, hinchar los senos
Lácteos, de finos y azulados hilos
De virginidad, de pudor, de escrúpulos...

Sean carnales todos los sueños brumosos
De extraños, vagos, estrellados rumbos
Donde las Visiones del amor duermen heladas...

Sueños, palpitaciones, deseos y ansias
Formen, con claridades y fragancias,
La encarnación de las lívidas Amadas!

Escrita por: Cruz / Souza