De Chegada
Meu galpão anda mais triste
Chorando mágoas à toa
Com seus olhos de vidraça
Molhados pela garoa
O seu silêncio de sempre
Vela a cuia e uma cambona
Que também sentem saudades
Das mãos pequenas da dona
Eu ando um pouco mais quieto
Do que preciso hoje em dia
Meu silêncio vem do peito
De reclamar nostalgia
Eu ando um pouco mais quieto
Do que preciso hoje em dia
Meu silêncio vem do peito
De reclamar nostalgia
Sou eu mesmo desses tempos
Pois meu sonho anda disperso
E, quando me dá saudades
Transformo elas num verso
Se, acaso, meus olhos tristes
Olhares os teus de repente
Vão descobrir mesmo tarde
O que se perdeu da gente
Por isso, depois dos mates
Cuido o longe desta estrada
Esperando o teu sorriso de retorno
Viageiro de chegada
Por isso, depois dos mates
Cuido o longe desta estrada
Esperando o teu sorriso de retorno
Viageiro de chegada
Esperando o teu sorriso de retorno
Viageiro de chegada
De Llegada
Mi galpón anda más triste
Llorando penas al viento
Con sus ojos de cristal
Empapados por la llovizna
Su silencio de siempre
Cuida el mate y una bombilla
Que también extrañan
Las manos pequeñas de la dueña
Ando un poco más callado
De lo que necesito hoy en día
Mi silencio viene del pecho
Que reclama nostalgia
Ando un poco más callado
De lo que necesito hoy en día
Mi silencio viene del pecho
Que reclama nostalgia
Soy yo mismo de esos tiempos
Pues mi sueño anda disperso
Y, cuando me da nostalgia
Las convierto en verso
Si, acaso, mis ojos tristes
Miraran los tuyos de repente
Descubrirían, aunque tarde
Lo que se perdió entre nosotros
Por eso, después de los mates
Vigilo el horizonte de esta ruta
Esperando tu sonrisa de regreso
Viajero que llega
Por eso, después de los mates
Vigilo el horizonte de esta ruta
Esperando tu sonrisa de regreso
Viajero que llega
Esperando tu sonrisa de regreso
Viajero que llega
Escrita por: Gujo Teixeira / Gustavo Teixeira / Jari Terres