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El Brasil de La Mancha

Jefinho Rodrigues

O Brasil de La Mancha

Eu hei de cantar por toda vida
Minha mocidade, escola querida
Nessa disputa...
Verás que um filho teu não foge à luta! (não)

Louco, apaixonado...
Voar, sem limites sonhar...
Desperta cervantes do sono infinito
Que a luz da estrela vai guiar
Quixote cavaleiro delirante
Avante! Moinhos vamos vencer
Errante acerta o rumo da história
Pras manchas desse quadro remover
Pintar nessa tela a nova aquarela
E hoje enfim devolver
A honra do negro, a tal liberdade
Que sempre haveria de ter

Ainda é tempo
Eu vou contra o vento
Não há de faltar bravura
De ramos à rosa
Machado encontrei
Nos braços da literatura!

Vai na fé... Meu bom cangaceiro
"Ser tão" conselheiro regando as veredas
Caminhando e cantando
Seguindo a canção
Nas mãos uma flor pra calar os canhões
Faz clarear as tenebrosas transações
Lavando a alma da "mocidade"
Lançando jatos de felicidade
Vencer mais um gigante nessa história surreal
Numa ofegante epidemia
A qual chamamos carnaval
Vem ser mais um guerreiro
Eu sou miguel escudeiro
Dessa estrela que sempre vai brilhar!

El Brasil de La Mancha

Yo cantaré por toda la vida
Mi juventud, querida escuela
En esta disputa...
¡Verás que un hijo tuyo no huye a la lucha! (no)

Loco, apasionado...
Volar, soñar sin límites...
Despierta Cervantes del sueño infinito
Que la luz de la estrella guiará
Quijote caballero delirante
¡Adelante! Molinos vamos a vencer
Errante encuentra el rumbo de la historia
Para quitar las manchas de este cuadro
Pintar en este lienzo la nueva acuarela
Y hoy finalmente devolver
El honor del negro, la tan ansiada libertad
Que siempre debería haber

Todavía es tiempo
Voy contra el viento
No faltará valentía
De ramas a rosas
¡Un hacha encontré
En los brazos de la literatura!

Ve con fe... Mi buen cangaceiro
Siendo consejero regando los caminos
Caminando y cantando
Siguiendo la canción
En las manos una flor para callar los cañones
Haciendo brillar las tenebrosas transacciones
Lavando el alma de la juventud
Lanzando chorros de felicidad
Venciendo a otro gigante en esta historia surrealista
En una epidemia agitada
Que llamamos carnaval
Ven a ser otro guerrero
Yo soy Miguel escudero
De esa estrella que siempre brillará!

Escrita por: Domingos Pressão / J. Medeiros / Jefinho Rodrigues / Jonas Marques / Lauro Silva / Lero Pires / Marquinho Índio / Paulo Ferraz / Wander Pires