A inocência tem prazo de validade, tá ligado?
A gente cresce, e começa a enxergar as coisas
Até os doze, a vida era só brisa, mente vazia
Era só escola e jogar bola, política eu nem sabia
Se o país tava quebrado, se o povo era roubado
Eu era uma criança, eu tava sossegado
Achava que o mundo girava no meu quintal
Sem boleto, sem taxas, longe de todo o mal
Mas o tempo é cruel, ele te cobra
Você vira adulto e vê o tamanho da manobra
Hoje a ficha caiu, a visão tá ampliada
Vejo o assalto legalizado, a mão armada
Não é com a pistola, é com caneta e gravata
Te roubam na luz, na água, naquilo que te mata
Você soa a camisa, rala que nem condenado
Pra sustentar a mordomia de quem tá lá no senado
A burguesia lá de cima, ri da sua cara
Enquanto você parcela a vida e o juro dispara
O trabalho é arranjado, a conta não para
O que era tranquilo, hoje é tapa na cara
Tormento e luta, não tem pra onde correr
O sistema te esmaga antes de você nascer
O plano é bem montado, engenharia social
Te jogam a migalha pra evitar o caos real
Eles vendem facilidade pra comprar tua liberdade
Te viciam na esmola, essa é a dura verdade
Não querem que tu cresça, que tu tenha ambição
Preferem tu na fila, com um pires na mão
O auxílio vira algema, disfarçada de presente
Fábrica de miséria, criando dependente
Se tu subir na vida, eles perdem o controle
Te deixam no banco, pra não marcar o gol
Sem estudo, sem trampo, estagnado na lama
Enquanto eles lá no topo, só aumentam a fama
O trabalho é arranjado, a conta não para
O que era tranquilo, hoje é tapa na cara
Tormento e luta, não tem pra onde correr
O sistema te esmaga antes de você nascer
O trabalho é arranjado, a conta não para
O que era tranquilo, hoje é tapa na cara
Tormento e luta, não tem pra onde correr
O sistema te esmaga antes de você nascer
(É imposto no seu lombo, é taxação até o talo)
(É imposto no seu lombo, é taxação até o talo)
Bem-vindo à vida real: O despertar do otário
Até os doze, a vida era só brisa, mente vazia
Era só escola e jogar bola, política eu nem sabia
Se o país tava quebrado, se o povo era roubado
Eu era uma criança, eu tava sossegado
Achava que o mundo girava no meu quintal
Sem boleto, sem taxas, longe de todo o mal
Mas o tempo é cruel, ele te cobra
Você vira adulto e vê o tamanho da manobra
Hoje a ficha caiu, a visão tá ampliada
Vejo o assalto legalizado, a mão armada
Não é com a pistola, é com caneta e gravata
Te roubam na luz, na água, naquilo que te mata
Você soa a camisa, rala que nem condenado
Pra sustentar a mordomia de quem tá lá no senado
A burguesia lá de cima, ri da sua cara
Enquanto você parcela a vida e o juro dispara
O trabalho é arranjado, a conta não para
O que era tranquilo, hoje é tapa na cara
Tormento e luta, não tem pra onde correr
O sistema te esmaga antes de você nascer
O plano é bem montado, engenharia social
Te jogam a migalha pra evitar o caos real
Eles vendem facilidade pra comprar tua liberdade
Te viciam na esmola, essa é a dura verdade
Não querem que tu cresça, que tu tenha ambição
Preferem tu na fila, com um pires na mão
O auxílio vira algema, disfarçada de presente
Fábrica de miséria, criando dependente
Se tu subir na vida, eles perdem o controle
Te deixam no banco, pra não marcar o gol
Sem estudo, sem trampo, estagnado na lama
Enquanto eles lá no topo, só aumentam a fama
O trabalho é arranjado, a conta não para
O que era tranquilo, hoje é tapa na cara
Tormento e luta, não tem pra onde correr
O sistema te esmaga antes de você nascer
O trabalho é arranjado, a conta não para
O que era tranquilo, hoje é tapa na cara
Tormento e luta, não tem pra onde correr
O sistema te esmaga antes de você nascer
(É imposto no seu lombo, é taxação até o talo)
(É imposto no seu lombo, é taxação até o talo)
Bem-vindo à vida real: O despertar do otário
(Acordem pra vida)
(Acordem pra vida)
(É imposto no seu lombo, é taxação até o talo)
(Acordem pra vida)
(Acordem pra vida)