De tuas noites frias
Soprais
Gélido hálito
Em minha face
Ondas a pele
A cena de teu rio
Sena
Teu continuo caminho
Frescas águas
Em minha mente
Para sempre
Vem e se vão
O fluxo
Embarcação
A tu
Que não espelhas nosso céu
Em tuas limpas nuvens
Aconchego
De que desfrutas teu Sol
Ele que logo se vai
Em teus dias
Sonolentos
Desta luz da ponte
Entre o olhar da Lua
Que se espelha cidade
Teus pontos iluminados
Visitantes
A nossos olhares
Radiantes
Conosco em tua visão
Carros, janelas e telhados
Reluzes a beleza
Em dourados traços
Impávidos monumentos
Desta tela viva
As margens do sena
Tela esta
Tua margem e moldura
Obra de grandeza
Aos tempos
Resquícios da realeza