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Vaquero Bruto

Jô Queiroz

Vaqueiro Bruto

Não é porque nasci no mato
Que sou diferente
O meu português é curto
Mas você entende

O jeito quando falo sempre
Parece engraçado
Não aprendi do jeito certo
Mas sou educado

Entro e saio em qualquer lugar
Sou respeitado e sei respeitar
Não dou motivo pra ninguém falar
Desse matuto brabo

Minhas mãos calejadas
É do cabo da enxada
Do puxar do gado
Pelas vaqueijada

Vivo essa rotina
De cabeça erguida
Vou levando a vida
E tocando a boiada

Eu sou vaqueiro bruto
Mas amo a vida de gado
Meu esporte é vaqueijada
Nessa faculdade tenho doutorado

Essa é minha origem
Riqueza que não abro mão
Coração só tem orgulho
De morar no meu sertão

Vaquero Bruto

No es porque nací en el campo
Que soy diferente
Mi español es corto
Pero tú entiendes

La forma en que hablo siempre
Parece graciosa
No aprendí de la manera correcta
Pero soy educado

Entro y salgo en cualquier lugar
Soy respetado y sé respetar
No doy motivos para que nadie hable
De este campesino bravo

Mis manos callosas
Son del mango de la azada
De arrastrar el ganado
En las vaquerías

Vivo esta rutina
Con la cabeza en alto
Voy llevando la vida
Y manejando el ganado

Soy vaquero bruto
Pero amo la vida de ganado
Mi deporte es la vaquería
En esta facultad tengo un doctorado

Esta es mi origen
Riqueza que no cambio por nada
El corazón solo siente orgullo
De vivir en mi sertão

Escrita por: Jô Queiroz, Rodolfo Melo