Doce de Coco
Venho implorar pra você repensar em nós dois
Não demolir o que ainda restou pra depois
Sabes que a língua do povo é contumaz traiçoeira
Quer incendiar, desordeira, atear fogo ao fogo...
Tu sabes bem quantas portas tem meu coração
E os punhais cravados pela ingratidão
Sabes também quanto é passageira essa desavença
Não destrates o amor!
Se o problema é pedir, implorar:
Vem aqui, fica aqui, pisa aqui neste meu coração
Que é só teu, todinho teu
E o escorraça e faz dele de gato e sapato
E o inferniza e o ameaça,
Pisando, ofendendo, desconsiderando
E o descomposturando com todo vigor
Mas se tal não bastar o remédio
É tocar esse barco do jeito que está
Sem duas vezes se cogitar:
Doce-de-coco, meu bom-bocado, meu mau pedaço, de fato
És o esparadrapo que não desgrudou de mim...
Doce de Coco
Vengo a suplicarte que reconsideres en nosotros dos
No demoler lo que aún queda para después
Sabes que la lengua del pueblo es traicionera
Quiere incendiar, desordenada, avivar el fuego...
Sabes bien cuántas puertas tiene mi corazón
Y los puñales clavados por la ingratitud
Sabes también lo pasajera que es esta discordia
¡No menosprecies el amor!
Si el problema es pedir, suplicar:
Ven aquí, quédate aquí, pisa aquí en este corazón mío
Que es solo tuyo, completamente tuyo
Y lo desprecias y lo conviertes en títere
Y lo atormentas y lo amenazas,
Pisoteando, ofendiendo, despreciando
Y descomponiéndolo con todo vigor
Pero si eso no es suficiente remedio
Es seguir adelante con esta situación
Sin pensarlo dos veces:
Doce de coco, mi buen bocado, mi mal pedazo, de hecho
Eres el esparadrapo que no se despegó de mí...
Escrita por: Hermínio Bello de Carvalho / Jacob Bittencourt