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Cenicienta gatuna

João Anderson

Gata borralheira

Há mais de um ano que eu não te via
Nossa roupa ainda está toda de molho na bacia
Te esperando pra você lavar sobre a luz do luar

Mas você disse: muito tempo passou
E que eu não vou mais mandar, agora tudo mudou
Então eu tive que ralar, te vendo no sofá

Gata borralheira, o seu pisante acabou comigo
Gata borralheira, o meu destino se cumpriu
Desde aquele dia, em que você partiu

O gata reconheço meu erro
Só mais um dia e eu vou no meu enterro
Eu juro que eu não sabia que você sofria

E você disse que vai me perdoar
Eu só tenho que me adaptar
O gata, eu faço de tudo pra te reconquistar

Gata borralheira, você me quer
Gata borralheira, o seu encanto se desfaz
As duas da manhã, quando o seu corpo me quer mais

Eu vou brincar de amor contigo
Insanidade mental, eu quero ser o seu marido
Vou te fazer feliz, pois você foi o que eu sempre quis

E essa historia foi um dilema
Mas acabou como no cinema
Cheia de amor, de beijinho e de carinho
No calor do seu corpo, eu vou ficar mansinho
O gata, eu nunca mais quero viver sozinho

Cenicienta gatuna

Hace más de un año que no te veía
Nuestra ropa aún está toda en remojo en la batea
Esperándote para que la laves bajo la luz de la luna

Pero dijiste: mucho tiempo ha pasado
Y que ya no voy a mandar más, ahora todo cambió
Así que tuve que esforzarme, viéndote en el sofá

Cenicienta gatuna, tus pisadas acabaron conmigo
Cenicienta gatuna, mi destino se cumplió
Desde aquel día en que te fuiste

Oh gata, reconozco mi error
Solo un día más y voy a mi entierro
Juro que no sabía que sufrías

Y dijiste que me perdonarás
Solo tengo que adaptarme
Oh gata, haré todo para reconquistarte

Cenicienta gatuna, me quieres
Cenicienta gatuna, tu encanto se desvanece
A las dos de la mañana, cuando tu cuerpo me desea más

Voy a jugar al amor contigo
Locura mental, quiero ser tu esposo
Te haré feliz, porque siempre fuiste lo que quise

Y esta historia fue un dilema
Pero terminó como en el cine
Llena de amor, de besitos y cariñitos
En el calor de tu cuerpo, me quedaré manso
Oh gata, nunca más quiero vivir solo

Escrita por: Joao Anderson