É Nesse Passo Que Eu Vou
É a sorte grande que não se pode ganhar
É a ladainha que não se pode rezar
Quando quebra o pote ele lhe sobe à cabeça
Cheio de trapaças ele só quer que enlouqueça
É nesse passo que eu vou
Andando a pé que nunca passam de dois
Pendurando no cabide toda preocupação
Revestindo de azulejo as vias de contramão
Voltando a comer em casa na boca da noite veloz
Acalmando o temporal que sempre fica feroz
É nesse passo que eu vou
Andando a pé que nunca passam de dois
Conquistando com o trabalho cada degrau desta vida
Encarando na maré o temporal sem saída
E seguindo as leis da vida, pra ir subindo de posto
Deixando a mente ocupada não mata ninguém de desgosto
É nesse passo que eu vou
Andando a pé que nunca passam de dois
Es En Este Paso Que Voy
Es la gran suerte que no se puede ganar
Es la letanía que no se puede rezar
Cuando se rompe el jarro, te sube a la cabeza
Lleno de trampas, solo quiere que enloquezcas
Es en este paso que voy
Caminando a pie que nunca pasan de dos
Colgando en el perchero toda preocupación
Revestiendo de azulejo las vías de contramano
Volviendo a comer en casa en la boca de la noche veloz
Calmando el temporal que siempre queda feroz
Es en este paso que voy
Caminando a pie que nunca pasan de dos
Conquistando con el trabajo cada escalón de esta vida
Enfrentando en la marea el temporal sin salida
Y siguiendo las leyes de la vida, para ir subiendo de puesto
Dejando la mente ocupada no mata a nadie de disgusto
Es en este paso que voy
Caminando a pie que nunca pasan de dos
Escrita por: João Bosco do Nordeste