Rosa púrpura de Cubatão
Ó, minha amargura, minha lágrima futura
Vai morrer a criatura que lhe amar
Dona do universo, pobre rima do meu verso
Tudo que eu quiser lhe peço sem ganhar
Minha noite escura, meu barulho de fritura
Minha Rosa Púrpura de Cubatão
Ó, primeira dama, o retrato de quem ama
É a cama, o lençol e o cobertor
Musa em que me inspiro e por isso mesmo viro
Alvo fácil pro seu tiro, charlatã
Chama em que me queimo
Confissão de amor que teimo em evitar... qual maçã
Conto-do-vigário, ilusão de operário
Hora extra de trabalho em construção civil
Ligação direta pra roubar minha bicicleta
A completa dedo-duro do patrão mais vil
Santa mentirosa, a mentira mais gostosa
Eu caí em sua prosa sem sentir
Mas se Deus é justo, você vai levar um susto
Quando for saber o custo de mentir
Fruta no caroço, overdose no pescoço
Acidente nuclear de Chernobyl
Grampo de escuta, dose dupla de cicuta
Você quer de mim somente amor servil
Tão bela menina que não passa da mais fina
E nebulosa filha desse miserê
Eu, de minha parte, já peguei meu estandarte
E vou sambar sem você
Rosa púrpura de Cubatão
Oh, mi amargura, mi lágrima futura
Morirá la criatura que te ame
Dueña del universo, pobre rima de mi verso
Todo lo que te pido sin recibir
Mi noche oscura, mi ruido de fritura
Mi Rosa Púrpura de Cubatão
Oh, primera dama, el retrato de quien ama
Es la cama, la sábana y el cobertor
Musa en la que me inspiro y por eso mismo me convierto
Blanco fácil para tu disparo, charlatana
Llama en la que me quemo
Confesión de amor que evito... como manzana
Cuento del estafador, ilusión del obrero
Hora extra de trabajo en construcción civil
Llamada directa para robar mi bicicleta
La completa soplona del patrón más vil
Santa mentirosa, la mentira más sabrosa
Caí en tu prosa sin darme cuenta
Pero si Dios es justo, te llevarás un susto
Cuando sepas el costo de mentir
Fruta en el carozo, sobredosis en el cuello
Accidente nuclear de Chernobyl
Escucha telefónica, doble dosis de cicuta
Solo quieres de mí un amor servil
Tan bella niña que no pasa de la más fina
Y nebulosa hija de esa miseria
Yo, por mi parte, ya tomé mi estandarte
Y voy a bailar samba sin ti