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Lá na Campanha

João Luiz Corrêa

Final de tarde quando o dia se desgarra
Solto as amarras que andam juntas na lida
Já chego afoito juntito ao fogo de chão
Lá no galpão recanto xucro da minha vida

Bato o tição e ajeito um chimarrão dos buenos
Olho o sereno que vem molhando o capim
Cambona chia bem recostada nas brasas
E eu pelas casas dou rédeas ao sonho pra mim

Vem pra campanha onde o costume se conserva
Igual a erva que traz um verde na estampa
Um gosto amargo que trago assim por municio
Um xucro vício enraizado na pampa

Canto a campanha lá onde o minuano chora
É lá que mora as penas desse peão
Levando um sonho debaixo de um poncho amigo
Campeando abrigo pra este pobre coração

Escrita por: João Luiz Corrêa / JP Batista / RAPHAEL RIGUEIRA / Sandro Coelho