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Boiada Carro y Carreiro

João Miranda e Maradona

Boiada Carro e Carreiro

Levanto de madrugada
O orvalho ainda está caindo
Na porteira do curral
A boiada está mugindo

Grito o nome da boiada
Um a um vai levantando
Em meu sertão colorido
Mais um dia começando

Gosto da vida que levo
Nasci para ser carreiro
Escolhi esta profissão
Do meu pai fui candeeiro

Eu adoro esta lida
E sinto satisfação
Boiada, carro e carreiro
Na poeira do estradão

Gosto do cheiro do mato
Da pureza do sertão
Minas de águas cristalinas
Nas pedreiras do grotão

Sentado em cima de um toco
E o cheiro da flor do ingá
À sombra do ingazeiro
Pra boiada descansá

Meu carro cantando triste
Do peso que vai levando
Na terra cheia de cinzas
Rodas finas vão cortando

Sentado em cima da carga
Alegre canto também
Meu carro canta por peso
E eu de saudade de alguém

Boiada Carro y Carreiro

Me levanto de madrugada
El rocío aún cae
En la puerta del corral
La boiada está mugiendo

Grito el nombre de la boiada
Uno a uno se levanta
En mi colorido sertón
Comienza otro día

Disfruto la vida que llevo
Nací para ser carreiro
Elegí esta profesión
De mi padre fui candilero

Me encanta esta tarea
Y siento satisfacción
Boiada, carro y carreiro
En el polvo del camino

Me gusta el olor del monte
La pureza del sertón
Minas de aguas cristalinas
En las canteras del grotón

Sentado en un tronco
Y el olor de la flor del ingá
A la sombra del ingazeiro
Para que la boiada descanse

Mi carro cantando triste
Del peso que lleva
En la tierra llena de cenizas
Ruedas finas van cortando

Sentado sobre la carga
También canto alegre
Mi carro canta por el peso
Y yo con nostalgia de alguien

Escrita por: Pedro Mandote