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Veneno Lento

João Mulato e Douradinho

Veneno Lento

São quatro horas desta madrugada fria...
Neste tormento, eu não consigo dormir...
A solidão neste quarto é demais...
Desesperado sem destino vou sair...
Provavelmente hoje não volto pra casa...
Quero beber até o dia clarear...
Enquanto ela amanhece em outros braços...
Eu amanheço bebendo de bar em bar...

O... Hoi... Saudade...
Veneno lento que está me torturando...

O... Hoi... Saudade...
Veneno lento que aos poucos vai me matando...

E quando o sol clarear um novo dia...
Pressinto a mágoa que existe em meu rosto...
Amargurado e solitário vou dormir...
Pra dar repouso ao cansaço e ao desgosto...
Isso acontece uma noite atrás da outra...
Não durmo em casa nenhuma noite se quer...
Nem que eu beber toda bebida deste mundo...
Eu não consigo esquecer desta mulher...

O... Hoi... Saudade...
Veneno lento que está me torturando...

O... Hoi... Saudade...
Veneno lento que aos poucos vai me matando...

Veneno Lento

Son las cuatro de esta fría madrugada...
En este tormento, no logro dormir...
La soledad en esta habitación es demasiado...
Desesperado sin rumbo, saldré...
Probablemente hoy no regrese a casa...
Quiero beber hasta que aclare el día...
Mientras ella amanece en otros brazos...
Yo amanezco bebiendo de bar en bar...

Oh... Ay... Nostalgia...
Veneno lento que me está torturando...

Oh... Ay... Nostalgia...
Veneno lento que poco a poco me está matando...

Y cuando el sol aclare un nuevo día...
Presiento la amargura que hay en mi rostro...
Amargado y solitario me iré a dormir...
Para dar descanso al cansancio y al desgusto...
Esto sucede noche tras noche...
No duermo en ninguna casa...
Ni aunque beba todas las bebidas de este mundo...
Logro olvidar a esta mujer...

Oh... Ay... Nostalgia...
Veneno lento que me está torturando...

Oh... Ay... Nostalgia...
Veneno lento que poco a poco me está matando...

Escrita por: Tião Carreiro / Zé Matão