Meus Adversários
Vejo meus adversários no desespero sem um abrigo
Por falta de inteligência acham que eu sou um inimigo
Estão fazendo um complô, porém eu não vejo nenhum perigo
E quando subo no palco mostro pra eles porque prossigo
Todos meus adversários por meu desejo não vão parar
Porque vão me fazer falta se não puderem continuar
Quero que nenhuma perna na trajetória venha quebrar
Se um burro quebra uma perna minha carroça quem vai puxar
Sei que meus adversários são bananeiras que deram cachos
Vivem só me perseguindo mais aconselho abaixar os fachos
Ando de cabeça erguida de peito aberto não me rebaixo
E na escada do sucesso estou em cima e eles embaixo
Esses meus adversários estão seguindo um caminho torto
Se apegaram com o diabo na esperança de ter conforto
Sou a pedra no sapato que para eles é um desconforto
Mas não precisa ter medo porque não chuto cachorro morto
Para os meus adversários em meu reduto não tem lugar
Ficam só me rodeando e meu sossego vem perturbar
Não tenho nenhuma culpa se o povo veio me consagrar
Talento que Deus me deu é somente ele que vai tirar
Mis Adversarios
Vejo a mis adversarios desesperados sin un refugio
Por falta de inteligencia piensan que soy un enemigo
Están tramando un complot, pero no veo ningún peligro
Y cuando subo al escenario les muestro por qué sigo adelante
Todos mis adversarios no van a detenerse por mi deseo
Porque me harán falta si no pueden continuar
No quiero que ninguna pierna se rompa en el camino
Si un burro rompe una pierna, ¿quién va a tirar de mi carreta?
Sé que mis adversarios son como plátanos que dieron fruto
Solo me persiguen, pero les aconsejo que bajen la guardia
Caminando con la cabeza en alto, el pecho abierto, no me rebajo
Y en la escalera del éxito estoy arriba y ellos abajo
Estos adversarios míos están siguiendo un camino equivocado
Se aferraron al diablo con la esperanza de tener consuelo
Soy la piedra en el zapato que les resulta incómoda
Pero no hay que tener miedo porque no pateo a un perro muerto
Para mis adversarios no hay lugar en mi territorio
Solo me rodean y perturban mi paz
No tengo la culpa si la gente me ha consagrado
El talento que Dios me dio, solo él me lo quitará
Escrita por: João Mulato, Chicão Pereira