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Porche de la Nostalgia

João Pacífico

Alpendre da Saudade

Às vezes fico
No alpendre da fazenda
Contemplando a vivenda
Onde eu era tão feliz
E bem na frente
Um barranco
Ao pé da estrada
Foi passagem de boiada
Tão pisado,
O chão me diz:
Por quê?
Por que você mudou?
Por que se afastou de mim?
Eu sou apenas
Uma estrada
Não sou mais pisada
E tão abandonada, enfim
Eu sou apenas
Uma estrada
Não sou mais pisada
E tão abandonada, enfim
De que me adianta
Esse alpendre da fazenda
Que eu troquei pela vivenda
Por ser tão cheia de pó
Mas era um pó
Cheio de felicidade
Hoje é pó da saudade
Aqui eu chorando
Aqui tão só
Eu sei, eu sei qual a razão
Pois o meu coração me diz
Mas quando eu pego na viola
Ela me consola
Ela é que me faz feliz
Mas quando eu pego na viola
Ela me consola
Ela é que me faz feliz

Porche de la Nostalgia

A veces me quedo
En el porche de la finca
Contemplando la vivienda
Donde fui tan feliz
Y justo enfrente
Un barranco
Al lado de la carretera
Fue paso de ganado
Tan pisoteado,
El suelo me dice:
¿Por qué?
¿Por qué cambiaste?
¿Por qué te alejaste de mí?
Soy solo
Un camino
Ya no soy pisado
Y tan abandonado, al fin
Soy solo
Un camino
Ya no soy pisado
Y tan abandonado, al fin
¿De qué me sirve
Este porche de la finca
Que cambié por la vivienda
Por estar tan llena de polvo?
Pero era un polvo
Lleno de felicidad
Hoy es polvo de nostalgia
Aquí llorando
Aquí tan solo
Sé, sé cuál es la razón
Porque mi corazón me lo dice
Pero cuando cojo la guitarra
Ella me consuela
Ella es la que me hace feliz
Pero cuando cojo la guitarra
Ella me consuela
Ella es la que me hace feliz

Escrita por: Edmundo Souto / João Pacífico