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Sabor a Nostalgia

João Pacífico

Gostinho de Saudade

Me dá licença
Estou chegando lá do mato
Moro longe desse asfalto
Atrás da serra é o meu rincão
Lá onde eu moro não existe luz na rua
Moro onde nasce a lua
Que tem nome de serão
E não reparem na minha simplicidade
A grande felicidade
Foi nascer neste lugar
Eu sou herança
Deu um São Paulo ainda menino
Que tem o café mais fino
Do mais rico paladar
Ainda conservo o mesmo rancho
E a moeda
E aquela linda fazenda
Desde que ela se formou
O cafezal
Que acompanha esta riqueza
Guardo bem esta grandeza
Que meu velho pai deixou
Deixou pra mim
Aquela terra abençoada
Toda verdinha plantada
Verdadeira raridade
E um torrador
E seu antigo moinho
Eis porque meu cafezinho
Tem gostinho de saudade

Sabor a Nostalgia

Permiso, por favor
Vengo de allá del monte
Vivo lejos de este asfalto
Detrás de la sierra está mi rincón
Donde vivo no hay luz en la calle
Vivo donde nace la luna
Que tiene nombre de atardecer
Y no se fijen en mi sencillez
La gran felicidad
Fue nacer en este lugar
Soy herencia
De un São Paulo aún niño
Que tiene el café más fino
Del más rico paladar
Todavía conservo el mismo rancho
Y la moneda
Y aquella hermosa hacienda
Desde que se formó
El cafetal
Que acompaña esta riqueza
Guardo bien esta grandeza
Que mi viejo padre dejó
Dejó para mí
Esa tierra bendita
Toda verde plantada
Verdadera rareza
Y un tostador
Y su antiguo molino
Por eso mi cafecito
Tiene sabor a nostalgia

Escrita por: João Pacífico / Piraci