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Duro de Parar

Joao Rocha Forrozão

Parada Dura

Alô moçada, abre alas estou chegando
Estou sempre viajando e não tenho paradeiro
Eu sou nascido no grande estado de minas
E não tenho nada que domina o coração de um mineiro.
O meu brasil de norte a sul eu já andei
Nos lugares que passei já fiz uma confusão
Sou violeiro levo a vida a cantar
Se alguém quiser brigar pode vir que sou dos bons.

Um dia eu cheguei numa festança
De cara entrei na dança, já foi com má intenção
Quando eu dançava todo mundo eu empurrava
Só pra ver se eu encontrava por ali um valentão.
Olhei pra trás vi dois cabras bem armado
Vinham vindo pro meu lado querendo me agarrar
Eu agachei, logo dei uma rasteira
Joguei eles na poeira e continuei a dançar.

E, é assim minha gente que eu faço no lugar
Por onde passo quero ver alguém passar
Meus inimigos não venham no meu caminho
Por que nela tem espinho e alguém pode espinhar.
Eu sou mineiro, meu nome é parada dura
Gosto de noite escura, sou pior que lampião
Já matei cinco e joguei no esbarrancado
No dia santificado, sexta-feira da paixão.

Duro de Parar

Hola muchachada, abran paso que estoy llegando
Siempre estoy viajando y no tengo destino fijo
Nací en el gran estado de Minas
Y nada puede dominar el corazón de un minero.
He recorrido Brasil de norte a sur
En los lugares que he pasado he causado revuelo
Soy un violeiro que vive cantando
Si alguien quiere pelear, que venga que soy de los buenos.

Un día llegué a una fiesta
Entré de frente a bailar, con malas intenciones
Mientras bailaba, empujaba a todos
Solo para ver si encontraba a algún bravucón por ahí.
Miré hacia atrás y vi a dos tipos bien armados
Que venían hacia mí queriendo agarrarme
Me agaché, les di un barrido
Los tiré al suelo y seguí bailando.

Y así es, gente mía, lo que hago en cada lugar
Donde paso, quiero ver a alguien pasar
Que mis enemigos no se crucen en mi camino
Porque hay espinas en él y alguien puede pincharse.
Soy minero, me llamo Duro de Parar
Me gusta la noche oscura, soy peor que Lampião
Ya maté a cinco y los arrojé al barranco
En un día sagrado, Viernes Santo.

Escrita por: João Rocha