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Adiós

Joelson de Souto

Adeus

Se me refiro a você
É porque não sinto vergonha
Se eu não peço perdão a Deus
Adeus! Eu digo adeus

Não tenho a quem perdoar
Não tenho inimigos
Mas sou propenso à maldade
Estou vizinho ao crime

Vou ao céu e demoro um instante
Vou à terra e não me sinto como antes
Mas se não paro pra pensar
Penso tudo torto e penso

Penso em dizer adeus

A nossa bala é de açúcar
De limão, de hortelã
De castanha de caju
Das nozes de avelã
Não é bala de madrugada
De gente desocupada
Assustando o amanhã

Adeus! Adeus!

Adiós

Me refiero a ti
Es porque no siento vergüenza
Si no le pido perdón a Dios
¡Adiós! Digo adiós

No tengo a quién perdonar
No tengo enemigos
Pero soy propenso a la maldad
Estoy al borde del crimen

Voy al cielo y tardo un instante
Voy a la tierra y no me siento como antes
Pero si no me detengo a pensar
Pienso todo torcido y pienso

Pienso en decir adiós

Nuestra bala es de azúcar
De limón, de menta
De nuez de la india
De avellanas
No es bala de madrugada
De gente desocupada
Asustando el mañana

¡Adiós! ¡Adiós!

Escrita por: Joelson de Souto