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Anormal

Jonas Sá

Anormal

Água suja lá na pia
Um tapete de pele de vaca
Lama da galocha suja
Mel de abelhas na garrafa

Todo mundo pensa que ele é anormal
Com as suas plumas e o seu chapéu fenomenal

Com luzinhas vaga-lumes de natal

Calça larga de veludo
Um radinho de alta-freqüência
Restos de um sofá felpudo
Olhos soltos de demência

Todo mundo pensa que ele é anormal
Com as suas plumas e o seu chapéu fenomenal

E a caveira de um boi morto marginal

Ele é tão bem resolvido
Em seu mundo de plástico rosa
Com pistolas de ruídos
E turbinas na carroça

Todo mundo pensa que ele é anormal
Com as suas plumas e o seu chapéu fenomenal

Flores coloridas feitas de jornal

Anormal

Agua sucia allá en el fregadero
Una alfombra de piel de vaca
Barro de las botas sucio
Miel de abejas en la botella

Todos piensan que él es anormal
Con sus plumas y su sombrero fenomenal

Con lucecitas de luciérnagas de navidad

Pantalones anchos de terciopelo
Una radio de alta frecuencia
Restos de un sofá peludo
Ojos sueltos de demencia

Todos piensan que él es anormal
Con sus plumas y su sombrero fenomenal

Y la calavera de un toro muerto marginal

Él está tan resuelto
En su mundo de plástico rosa
Con pistolas de ruido
Y turbinas en el carrito

Todos piensan que él es anormal
Con sus plumas y su sombrero fenomenal

Flores coloridas hechas de periódico

Escrita por: Jonas Sá