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Gólgota

Jorge Araujo e Eula Paula

Gólgota

Lá no caminho do gólgota vejo sofrendo
O meu amado Jesus a caminhar
Pesada cruz em seus ombros ali vai gemendo
Não tendo alguém ao seu lado pra lhe amparar

Vejo com olhos da fé os seus passos na areia
Vejo o lugar da caveira a lhe esperar
Vejo pregado na cruz com olhar de ternura
Orando e dizendo ao Pai: consumado está

Deus, o seu Pai lá do céu, atônito olhando
Vendo com dor o seu filho ao calvário subir
Tinha poder de livrá-lo daquela amargura
Mas era mister nessa hora a escritura cumprir

Como um cordeiro de Deus, não abriu sua boca
E ao matadouro seguiu sem reclamar
Formosura nenhuma havia em seu rosto
Pisado por nossos pecados sem nunca pecar

Gólgota

En el camino del gólgota veo sufrimiento
Mi amado Jesús caminando
Cruce pesada sobre tus hombros no va gimiendo
No tener a alguien a tu lado que te cuide

Veo con ojos de fe tus pasos en la arena
Veo la casa del cráneo esperándote
Veo clavado en la cruz con una mirada de ternura
Orar y decir al Padre, se cumple

Dios, tu Padre desde el cielo, asombrado
Ver en dolor a su hijo a la terrible subida
Tuve el poder de librarle de esa amargura
Pero era señor en ese momento para que la Escritura cumpliera

Como un cordero de Dios, no abrió la boca
Y al matadero se fue sin quejarse
No había belleza en su cara
Pisoteado nuestros pecados sin pecar jamás

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