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Detalles

Jorge Bodhar

Miudezas

Não me incomoda as miudezas
E os melindres são defesas
Que eu já não preciso mais

Já não me importo com os desvios
Com os agoras que eu adio
Os deslizes da minha voz

Penso sempre há lobo entre as ovelhas
O destino não tece as nossas teias
É o acaso quem constroe

Desconheço, o que é imprevisível
Penso que não é inconcebível
Amansar o que é feroz

Não me satisfaço com metades
E tudo tão mentira e tão verdade
Quando eu desamarro os nos

Sempre me escondo bem no meio
Acelero, sigo e depois freio
Quando está chegando o caís

Detalles

No me molestan las pequeñeces
Y los melindres son defensas
Que ya no necesito más

Ya no me importan los desvíos
Con los ahoras que pospongo
Los deslices de mi voz

Siempre pienso que hay lobos entre las ovejas
El destino no teje nuestras telarañas
Es el azar quien construye

Desconozco lo imprevisible
Pienso que no es inconcebible
Domar lo que es feroz

No me conformo con medias verdades
Y todo es tan mentira y tan verdad
Cuando desato los nudos

Siempre me escondo en medio
Acelero, sigo y luego freno
Cuando está llegando el muelle

Escrita por: Jorge Bodhar e Patrick Monerat