Reincidência
Quem não lembra ou já fez,
Serenatas e serões
Quando a lua enciumada,
Se derramava sobre os grotões!!
Gente humilde, mas feliz,
Comungavam ao cantar:
Sonhos e orvalhos de paz,
Que a noite traz, pra quem sabe amar!
Por isso, quando vejo a Lua,
Minha alma nua parece escutar:
Velhas canções de "chão e raiz"
De um tempo que não voltará!
Eu sei, sou reincidente,
E por mais que tente não vou esquecer;
Se for delito, saudade sentir
Me entrego, não vou resistir!
Pelos pátios e calçadas,
Nas varandas e galpões,
Versos com cheiro de flor,
Rimavam amor, suor e paixões!
Impiedoso é o tempo,
Rouba tudo que nos dá!
Assim, só quem vive o presente,
Terá pra sempre o que lembrar!
Reincidencia
Quién no recuerda o ha hecho
Serenatas y veladas
Cuando la luna celosa
Se derramaba sobre los campos!!
Gente humilde, pero feliz,
Comulgaban al cantar:
Sueños y rocíos de paz,
Que la noche trae, para quien sabe amar!
Por eso, cuando veo la Luna,
Mi alma desnuda parece escuchar:
Viejas canciones de 'tierra y raíz'
De un tiempo que no volverá!
Yo sé, soy reincidente,
Y por más que intente no voy a olvidar;
Si es delito, sentir nostalgia
Me entrego, no voy a resistir!
Por los patios y aceras,
En los balcones y galpones,
Versos con olor a flor,
Rimaban amor, sudor y pasiones!
Implacable es el tiempo,
Roba todo lo que nos da!
Así, solo quien vive el presente,
Tendrá para siempre lo que recordar!
Escrita por: Luiz Carlos Ranoff