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Durão

Jorge Gomes Poeta

Durão

Não adianta querer me broquear
Porque sou de rocha
E comigo não há quem possa
Quando a maré não está pra peixe
Eu nado de costas

Não adianta querer me enganar
Que pode dar rolo
Quando alguém vai buscar o trigo
Já está pronto o meu bolo

Não queira me enrolar
Senão o caldo vai entornar
Sou um cara bom de ouro
Mais se me irritar, desço o pau no couro

Desço o pau no couro
Não sou de aliviar
O que que há, o que que há
Não dou moleza boto pra quebrar

Já vi muitas coisas na vida
Nunca sonhei com nenhuma
Então minha querida
Me larga ou me assuma

Durão

No sirve de nada intentar bloquearme
Porque soy de roca
Y conmigo no hay quien pueda
Cuando la marea no está para peces
Yo nado de espaldas

No sirve de nada intentar engañarme
Que puede complicarse
Cuando alguien va a buscar el trigo
Mi pastel ya está listo

No intentes marearme
Sino se va a armar la gorda
Soy un tipo de oro
Pero si me irritas, te doy con el cuero

Te doy con el cuero
No soy de suavizar
¿Qué pasa, qué pasa?
No doy tregua, voy a lo bravo

He visto muchas cosas en la vida
Nunca soñé con ninguna
Así que, mi querida
Déjame o asúmeme

Escrita por: Jorge Gomes Poeta