Como me esquecer?
Que um dia eu
Indigno de amor
Mas Você se ofereceu
E eu te devorei
Como um faminto ao encontrar o Pão
Te jurei os meus dias
E toda minha vida
Tantas memórias
Tantas histórias
Que contaremos e cantaremos
Em cantigas aos nossos filhos
Tantas memórias
Tantas histórias
Que contaremos e cantaremos
Em cantigas aos nossos filhos
Assim
Quando esses olhos já cansados e pesados mal se abrirem
E os fios brancos como a neve tomarem conta do gramado
E as minhas mãos já trêmulas vacilantes em segurar
Em uma coisa ainda me apegarei
Me apegarei
Me apegarei à memória
De quando ainda substância sem forma
Me chamaste pelo nome
E quando novamente me chamas
Eu reconheço a voz
Eu reconheço a voz
É do meu Amado
Tão medular a Sua voz é pra mim
Tão medular o som da Sua voz
Me apegarei à memória
De quando ainda substância sem forma
Me chamaste pelo nome
E quando novamente me chamas
Eu reconheço a voz
Eu reconheço a voz