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Bienvenido al infierno

Jose Luis Mendes Moreira

Bem vindo ao inferno

Olha só meu bem, o céu é vermelho.
E aquelas nuvens são chamas, que queimam como a ardente paixão
E esse vento vem soprando palavras ao meu coração
Coisas que eu não queria ouvir
Dizendo que para o começo, esse fim eu preciso seguir.

Será que alguém vai andar comigo?
Será que alguém vai me esperar?
O que eu faço, eu fico? Eu vou? Ou espero?

Esse fantasma insiste em assustar
Ele me dá o ódio, a raiva, o medo, e até me faz amar.
Com o peito estufado, de rancor e ar
Ele veio para a guerra, veio para matar.

Soprou no meu ouvido, me convenceu, conseguiu manipular.
Quem diria...
Um amor se converter em tanto raiva, transparecer ódio no olhar.
Transformar todo amor, na maior tristeza, na minha maior dor

E agora aqui estou eu, todo banhado, gelado, vestindo um terno.
E agora, depois daquele brilho... é isso.
Bem vindo ao inferno.

José Luis Mendes Moreira

Bienvenido al infierno

Mira mi amor, el cielo es rojo.
Y esas nubes son llamas, que queman como la ardiente pasión.
Y ese viento sopla palabras a mi corazón.
Cosas que no quería escuchar.
Diciendo que para el principio, debo seguir este final.

¿Alguien caminará conmigo?
¿Alguien me esperará?
¿Qué hago, me quedo? ¿Voy? ¿O espero?

Este fantasma insiste en asustar.
Me da odio, rabia, miedo, e incluso me hace amar.
Con el pecho hinchado de rencor y aire,
Vino a la guerra, vino a matar.

Sopló en mi oído, me convenció, logró manipular.
Quién lo diría...
Un amor convertido en tanto odio, reflejando odio en la mirada.
Transformar todo amor en la mayor tristeza, en mi mayor dolor.

Y ahora aquí estoy, todo empapado, helado, vistiendo un traje.
Y ahora, después de ese destello... es esto.
Bienvenido al infierno.

José Luis Mendes Moreira